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Telemedicina auxiliaria no tratamento da tuberculose

Telemedicina auxiliaria no tratamento da tuberculose 1

A tuberculose atinge cerca de 10 milhões de pessoas no mundo e mata mais de um milhão todo ano. Apesar de ela ser perigosa, seu tratamento, à base de antibióticos, costuma ser eficaz – desde que não seja interrompido. E parece que cientistas britânicos encontraram um aliado na busca por uma maior adesão aos medicamentos: a telemedicina.

O uso de tecnologias para conectar médicos e pacientes ganhou os holofotes no Brasil devido a uma nova regulamentação sobre o tema do Conselho Federal de Medicina (CFM) – que foi revogada posteriormente após muita polêmica. Independentemente dessa decisão, um estudo da Universidade de Londres, na Inglaterra, indica que esse método auxiliaria tuberculosos a não desistirem do tratamento.

Entre setembro de 2014 e outubro de 2016, foram observados 226 pacientes acima de 16 anos de 22 clínicas britânicas. Do total, 131 sofriam com histórico de situação de rua, alcoolismo, uso de drogas ou problemas mentais.

Todo o grupo foi dividido em duas turmas: uma, com 114 participantes, encontrava-se presencialmente com um enfermeiro, de três a cinco vezes por semana, para orientar a aplicação diária do medicamento e avaliar as reações. A outra, com 112, foi treinada para gravar vídeos pelo celular a cada vez que tomasse o remédio e enviar o material aos especialistas, junto com observações pessoais sobre efeitos colaterais.

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